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Imagem: rawf8, de envataelements

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07/07/2020

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), entrou na lista de cotados para assumir o Ministério da Educação. O parlamentar recebeu no domingo, 5, uma ligação do presidente Jair Bolsonaro para sondar a possibilidade. Nesta segunda-feira, os dois tiveram um almoço, fora da agenda, no Palácio do Planalto, em que discutiram a educação do País. Entre os assuntos, falaram sobre educação básica e profissionalizante, temas que Bolsonaro quer uma atenção especial.

O presidente não quer abrir mão das pautas ideológicas para o País, mas tem ressaltado que essa bandeira não precisa ser algo beligerante, como era tratado pelo ex-ministro Abraham Weintraub.

 Apesar de criticado pelos parlamentares, Vitor Hugo se mostra na Câmara um homem de confiança do governo e um cumpridor de tarefas. Além disso, o parlamentar tem mestrado e é sempre elogiado por Bolsonaro por ter sido o primeiro colocado em sua turma na formação militar.

Major do Exército, Vitor Hugo é mestre em operações militares, pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e é formado em Ciências militares pela Academia Militar das Agulhas Negras e em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Nacional de Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outros títulos. Ele também foi aprovado em primeiro lugar no concurso para a Câmara de Deputados.

 Bolsonaro disse a interlocutores que vai sentir a receptividade do nome de Vitor Hugo para o MEC entre os apoiadores. Até agora, a resistência tem partido de dentro do governo. O fato de o deputado não ser general, a patente mais alta no Exército, tem gerado resistência da ala militar, que queria uma pessoa mais velha. Vitor Hugo tem 43 anos.

O MEC está sem titular desde a saída de Abraham Weintraub, no último dia 18, após o governo ser pressionado a fazer um gesto de trégua ao Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-ministro chamou integrantes da Corte de "vagabundos" em uma reunião ministerial. Bolsonaro chegou a escolher o professor Carlos Alberto Decotelli para a pasta. O governo, porém, pediu que ele deixasse o cargo após questionamentos a seu currículo.

No último domingo, 5, o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, avisou que não vai ser ministro da Educação após convite de Bolsonaro. Conforme o Estadão revelou, o chefe do Planalto foi pressionado pela ala ideológica do governo e por militares para não colocar Feder no comando do MEC.

Encontro. Antes do almoço com Vitor Hugo, Bolsonaro recebeu peloa manhã Aristides Cimadon, reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). O encontro não foi registrado na agenda oficial, mas confirmado por fontes do Planalto e pessoas ligadas ao reitor.

Cimadon também entrou na lista de cotados para o cargo no último final de semana com o apoio do senador Jorginho Mello (PL-SC), mas saiu do gabinete presidencial sem garantia de que será o escolhido. Outros candidatos que, que já haviam sido sondados por Bolsonaro antes da nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli, voltaram a ser considerados.

 Entre eles, Marcus Vinícius Rodrigues, que foi presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) , e doatual reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Correia. Ele foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os dois são próximos a militares e atuaram na gestão do ex-ministro Ricardo Vélez.

Também seguem cotados na bolsa de apostas Sérgio Sant'Ana, ex-assessor de Weintraub, e Ilona Becskeházy, secretária de Educação Básica do MEC. Ela, no entanto, perdeu força entre a ala ideológica do governo. Como o Estadão mostrou, Ilona atuou na campanha presidencial de Ciro Gomes (PDT). Há ainda o evangélico Benedito Guimarães Aguiar Neto, que foi reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e hoje é presidente da Capes.

Terra, escrita por Camila Turtelli e Jussara Soares. Colaborou: Renata Cafardo

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