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Bullying incomoda 1 em cada 5 adolescentes que procuram serviço do governo

16/05/2011

De 1,7 mil telefonemas recebidos pelo Disque-Adolescente da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo de 2008 a 2010, um em cada cinco era de queixas sobre bullying. Esse índice abrange somente as dúvidas classificadas pelo serviço como “psicológicas”.

"Eles não se queixam do problema de cara. Em geral, começam dizendo que estão sozinhos, ninguém gosta deles, para depois relatar os maus tratos", diz Albertina Duarte, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da Secretaria. "Depois de ouvir o relato, oferecemos alternativas para o problema, como a Casa do Adolescente [entidade da Secretaria de Saúde que presta atendimento aos jovens] ."

Na adolescência, o bullying, violência física ou psicológica com o objetivo de intimidar, está normalmente associado à escola. Muitas ainda não têm o preparo necessário para lidar com o tema. Segundo os especialistas, não se trata apenas de uma questão pedagógica, mas deve envolver também todos os lados afetados: tanto o dos alunos, pais e professores, quanto o da sociedade.

Muitas vezes o bullying é encarado por pais e professores como mera brincadeira entre crianças e adolescentes, com troca de apelidos e gozações. Este é um dos maiores desafios para identificar o problema.

"O que muitos pais não percebem é que, não raramente, essas 'brincadeiras' fazem mal à criança. Em casos extremos, leva ao suicídio", diz a pedagoga Cleo Fante, especialista em bullying.

O Disque-Adolescente conta com por médicos, psicólogos e assistentes sociais que atendem qualquer tipo de dúvidas. O telefone é (11) 3819-2022, de segunda à sexta-feira, das 11h às 14h. Não é preciso se identificar ao ligar.

UOL Educação

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