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Revolução Francesa é recorrente não só na vida escolar

19/09/2011

A Revolução Francesa é um tema clássico de História Geral, recorrente não apenas durante a vida escolar, mas citado, lembrado e referenciado em diferentes situações: de uma entrevista de emprego, a uma situação de um filme. Portanto, trata-se de um assunto de extrema importância, obviamente presente nos vestibulares. "É um dos preferidos, mas já foi mais perguntado", afirma o professor Daily de Matos Oliveira, do Curso e Colégio Objetivo.

Segundo ele, os principais tópicos abordados nos exames são a situação da França antes da revolução, a desigualdade social e a fase popular da revolução, com os jacobinos.

Ironia na construção do discurso
A ironia de Machado de Assis vai além do uso de uma palavra ou sentença para se dizer o contrário do que está escrito, em termos literais. "A ironia do autor está inscrita na construção do discurso", afirma a professora Cristiane Bastos, do Cursinho da Poli, principalmente em Dom Casmurro. O livro faz parte da lista de obras obrigatórias da Fuvest e Unicamp, daí a escolha como conteúdo de Literatura desta semana. Na próxima, veremos outros frutos do Realismo no Brasil.

"O ponto de vista da personagem constrói todo um discurso burguês, de elite, patriarcal, até preconceituoso. Mas, no fundo, o autor quer criticar exatamente esse discurso", explica a professora. Segundo ela, trata-se de um refinamento que a própria crítica literária demorou a entender. "A dúvida se Capitu traiu Bentinho é uma leitura relativamente recente", afirma. Foi a partir da crítica da norte-americana Helen Caldwell, em 1960, que a questão se colocou; até então, julgava-se que a traição havia ocorrido. Aproveite para mergulhar na riqueza da obra, voltaremos a Machado daqui uns dias.

Em busca de equilíbrio
Em Física, continuamos o estudo de termologia, desta vez concentrando-nos sobre em transferência de calor e propriedades dos Gases Ideais. O professor Eduardo Figueiredo, do Objetivo, afirma que os três processos de transmissão de calor - condução, a convecção e a irradiação - caem com frequência, em perguntas mais conceituais.

Segundo o professor Ricardo Meca, do Cursinho CPV, são freqüentes questões sobre a Lei Geral dos Gases Ideais. "O vestibulando deve dominar escalas termométricas, pois a temperatura deve estar em kelvin", recomenda. O prof. Figueiredo dá a dica de utilizar a equação de Clapeyron para solucionar os problemas deste tópico.

Também em Química seguimos na mesma linha de estudos da semana passada. "Em Química, tudo que se refere a equilíbrio é importante, é o final de uma reação", diz o professor Antonio Mario Salles, do Objetivo. A afirmação indica a relevância do tema deste roteiro, equilíbrio iônico, nas provas dos vestibulares.

"Questões envolvendo pH são muito prováveis de cair nos exames", alerta o professor. Estude com atenção, pois o assunto não é fácil e alguns problemas exigem bastante.

Hidrólise salina é outro tópico importante do conteúdo desta semana, de acordo com o prof. Salles, pela aplicação prática no cotidiano. "Se um determinado solo tem muito calcário é base, se tem muita areia, é ácido. Pergunta-se como neutralizar a acidez, por exemplo".

Também vale estudar com atenção os cálculos envolvendo produto de solubilidade, outro item frequente nas provas de química.

Recuperação
Depois dessa bateria de cálculos, fórmulas e equações de Física e Química, mudamos de registro para repensar o potencial energético do País. Este é o aspecto mais evidente do conteúdo sobre recursos energéticos, em Geografia.

Energia hidrelétrica e questões ambientais podem aparecer em questões que trazem temas de discussão atual, como a construção da Usina de Belo Monte. "Já caíram perguntas sobre isso nos vestibulares do meio do ano e podem voltar a cair", alerta a professora Vera Antunes, do Objetivo.

"Energia eólica também está crescendo muito, no Brasil e no mundo, além dos problemas que requerem matrizes alternativas", comenta. Segundo ela, as provas podem fazer comparações entre diferentes situações, como os desastres de Fukushima, no Japão e Chernobyl, na Ucrânia. "O carvão também é importante. O alto grau de poluição na China deve-se ao uso desse recurso", afirma.

Na vida cotidiana
Da visão ampla que a geografia nos propôs sobre a natureza, podemos passar a ajustar o foco do microscópio para estudar vírus, bactérias, protistas e fungos, em Biologia. Iniciamos o primeiro grupo dos seres vivos, que se estenderá pelas próximas semanas.

Segundo o professor Armênio Uzuniam, do Cursinho Anglo, são mais frequentes questões relacionadas à comparação da estrutura de vírus e bactérias. Vírus são acelulares, bactérias são seres celulares procariontes.

A estrutura dos vírus e o tratamento de infecção por estes seres são os principais aspectos pedidos nos vestibulares, de acordo com o prof. Luiz Carlos Bellinello, do Objetivo. "As doenças virais mais valorizadas são: AIDS, dengue, gripes e condiloma acuminado (também denominada de "crista de galo" e causada pelo vírus HPV)", explica o prof. Uzuniam.

Quanto a bactérias, o prof. Bellinello recomenda que o aluno saiba a diferença da célula procariótica, além do funcionamento e características dos antibióticos. "Entre as doenças bacterianas, destacam-se cólera, leptospirose, tétano, botulismo, meningite meningocócica e pneumonias bacterianas", destaca o prof. Uzuniam.

Estrutura da célula e características do grupo também são básicos no estudo dos fungos. "O aluno tem de caprichar no estudo da fermentação, relacionada à produção de vinho, cerveja, pão e lácteos?, comenta o prof. Bellinello.

Há ainda a questão ecológica. "Valoriza-se bastante a importância ecológica de bactérias, fungos e algas. Estas últimas - principalmente as constituintes do fitoplâncton - são importantes ao atuarem no seqüestro de carbono por meio da fotossíntese, atenuando, desse modo, a acentuação do aquecimento global", explica o prof. Uzuniam. A associação de fungos com outros seres - com algas, formando liquens, e com bactérias, formando micorriza - é outro tópico da parte ecológica, de acordo com Bellinello.

Em Matemática, iniciaremos os conteúdos básicos no estudo de triângulos, em geometria plana. Segundo o professor Giuseppe Nobilioni, do Objetivo, os vestibulares sempre incluem questões para calcular área de figuras planas e Teorema de Pitágoras. Outro ponto de destaque é semelhança de triângulos, que pela quantidade de matéria para se estudar, ficará para a próxima semana.

Você entende o que lê?
Para o professor Roberto Juliano, do Cursinho da Poli, os vestibulares querem verificar se os alunos sabem ler e interpretar o que leem. Esta tende a ser a abordagem feita nas perguntas de Português que trazem conteúdos de análise sintática. "As questões podem pedir para que o candidato identifique a função que o pronome 'que' exerce. É um termo de coesão e o objetivo é saber se o aluno percebe isso", comenta. Nesta linha, exercícios que incluem orações subordinadas adjetivas pedirão o reconhecimento do status da sentença, semelhança no conteúdo expresso por diferentes períodos.

Revoltas
O período mais conturbado do Império não costuma aparecer nas provas de História do Brasil dos grandes vestibulares. Questões específicas sobre as revoltas que ocorreram durante as Regências não têm sido feitas, de acordo com o professor Elias F. de Amorim Jr., do Cursinho da Poli.

"Em termos simbólicos, a regência foi a primeira experiência de escolha do governante do País. Mas apenas em aspecto simbólico, pois apenas a elite, uns 2% da população, tinha direito a voto", explica o professor.

A regência de Diogo Antonio Feijó tem destaque por conta de algumas ações articuladas, como o reforço da Guarda Nacional. "O Brasil já tinha exército, mas não estava estruturado. E havia milícias nas províncias, o que equivaleria às polícias militares estaduais, que viviam em um jogo de força entre o poder central e os locais", explica.

Quanto às revoltas, o professor Elias sugere o viés da análise social para estudar o assunto, que é esporádico nos grandes exames. "A Cabanagem e a Balaiada tiveram caráter mais popular, foram muito violentas e não tinham projetos políticos", cita. A revolta dos malês, na Bahia é pouco citada, mas tem importância pelo fato de ser um levante dos escravos. Uma relação possível é com o movimento ocorrido no Haiti, no final do século XIX. "Na contramão, temos a Farroupilha, no RS. Foi mais elitista, teve maior duração e acabou com acordos entre o governo e os farrapos", conta.

Quando Dom Pedro II assume o trono, em 1840, com 15 anos de idade, encerra-se o período das regências.

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