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Teorema de Pitágoras é importante para geometria e trigonometria

03/10/2011

Geometria plana, geometria analítica e trigonometria são temas certos nas provas de Matemática dos principais vestibulares, entre outros assuntos. Em comum, as três encontram no Teorema de Pitágoras aplicações muito importantes.

“O teorema é base para boa parte da geometria”, afirma o professor Bonfim Eron, do cursinho Henfil. “Não se esqueçam: os cálculos se referem especificamente a triângulos retângulos”, alerta.

Segundo o professor, em geometria plana, o teorema pode ser usado para calcular a diagonal de um cubo, de um paralelepípedo, para pirâmides e prismas. Em geometria analítica, para identificar a distância de ponto a ponto, de ponto a reta; e em trigonometria, para definir o eixo do seno, do cosseno, da tangente e até para confirmar algumas fórmulas.

Para estudar o teorema, exercícios aplicados são um bom caminho.

No mundo animal
Boas horas de estudos são necessárias para cobrir zoologia, conteúdo de Biologia desta semana. Segundo professores, o tema é frequente nos principais vestibulares. E é bastante extenso, devido ao número de grupos de animais – e você estudará só os principais – e a aspectos como alimentação, locomoção, respiração, circulação, excreção, osmorregulação e reprodução, que precisam ser entendidos.

“Os alunos têm de estudar cada grupo e suas principais características, além das evolutivas”, afirma o professor Tony Manzi, do cursinho Henfil.

“A partir da análise dos grupos mais basais aos mais derivados, podem-se perceber diversos ganhos, como cefalização, maior coordenação do movimento, aumento da eficiência nas trocas de gases respiratórios, conquista do ambiente terrestre, entre outros”, explicam os professores André Godoy e Luis Otavio Targa, do Colégio Vértice.

Para melhor organização dos estudos, os professores Godoy e Targa recomendam ao aluno construir árvores filogenéticas contendo os táxons animais e suas principais características e ganhos evolutivos (apomorfias). “Não se pode esquecer que os exemplos dos filos e classes são extremamente importantes”, alertam eles.

Dentre os vários grupos de animais para se estudar, o professor Tony Manzi afirma que alguns podem ter mais chances de aparecer nas provas: artrópodes, cordados, répteis, aves e mamíferos. "O foco deve estar nas características evolutivas e ou exclusivas de cada grupo", ressalta.

Pela extensão da zoologia, os professores do Colégio Vértice sugerem que os estudantes procurem outras formas de visualizar o conteúdo, não se prendendo a livros e apostilas. “Acesso a vídeos na internet, blogs científicos e mesmo visitas a zoológicos e museus de zoologia podem ser atividades ricas.”

Mudança de registro
Com tantas classificações, nomenclaturas e características para estudar os animais, propomos balancear suas habilidades cognitivas com uma matéria que exigirá outras formas de pensar. Em Português, ainda não conseguimos fugir da organização dos conteúdos, mas as provas já alteraram o modo de abordá-los. “A gramática passou a ser instrumento para entender a questão. Se o estudante souber conceitos, responderá com propriedade, mas, pela interpretação também é possível resolver as perguntas”, afirma o professor Daniel Perez (conhecido como Dan Dan), do cursinho Henfil.

Esta orientação ajuda na abordagem sobre orações subordinadas reduzidas. “Em geral, os candidatos têm muita dificuldade com o tema”, adverte o professor. O importante é atentar em que pontos tais sentenças diferem das orações desenvolvidas: o verbo aparece na forma nominal (infinitivo, gerúndio e particípio) e não há conjunção ou o pronome relativo. “Identificar o verbo na forma nominal e a ausência do conectivo pode simplificar o entendimento”, sugere o professor.

Denúncia e preconceito
De uma boa dose de zoologia e outra de língua portuguesa, passamos à Literatura, que nesta semana destaca O cortiço, de Aluísio de Azevedo. Mais uma das obras da lista obrigatória da Fuvest e Unicamp, o livro destaca-se como representante do naturalismo no Brasil.

“Trata-se de uma obra de denúncia, do final do século XIX. Neste caso, a crítica refere-se à mistura de raças, necessidade de higienização dos centros urbanos. O brasileiro é caracterizado com preconceito, pois é típico do naturalismo acreditar que o homem é determinado pelo meio”, comenta o professor Daniel Perez, do cursinho Henfil.

Segundo ele, como toda obra de denúncia, o enredo do livro não é bem delineado. “Com as construções, a personagem principal é o próprio cortiço, tratado com características humanas; as pessoas são comparadas a animais”, afirma.

A abordagem dos vestibulares pode pedir a interpretação dos tipos sociais representados na obra, da exploração dos pobres pelo capitalismo selvagem, relações a temas contemporâneos, como os sem-teto. “Também podem ser feitas comparações a personagens de outras obras da lista. A Rita Baiana, por exemplo, tem muito da Vidinha, de Memórias de um sargento de milícias”.

Calor e trabalho
“Energia – e os processos que envolvem a sua mensuração – é o tema mais importante e o mais abordado nos vestibulares de Física”, afirmam os professores Alexandre Simonka e Gil Marcos Ferreira, do Colégio Vértice.

Segundo eles, é imprescindível que o aluno tenha um perfeito entendimento sobre o conceito de energia, as várias formas através das quais ela se manifesta, as suas transformações e as maneiras em que se dão a sua transferência, principalmente em processos mecânicos (trabalho), assunto amplamente abordado em sistemas mecânicos.

“São frequentes questões com sistemas mecânicos, elétricos e térmicos entrelaçados entre si”, comentam. Daí a necessidade de clareza nos conceitos de energia mecânica, energia elétrica e calor, presentes nas transformações que observamos no cotidiano, como em aquecedores elétricos de água (efeito joule), motores elétricos e à combustão, usinas hidrelétricas, termoelétricas e nucleares, refrigeradores, dentre outros.

“Nos processos termodinâmicos (motores a combustão, refrigeradores) é importante que se observe o conceito de entropia”, orientam os professores, além do conceito de rendimento e eficiência em tais transformações.

Os professores explicam que a calorimetria, que permite o entendimento de processos de perda e ganho de calor ligados a mudança de temperatura e de estado físico, está presente em grande parte das questões de física. “Questões que envolvem dissipação de energia mecânica por atrito e resistência do ar ou circuitos elétricos dissipando energia por resistores certamente estarão presentes, pois o calor resultante dessas transformações será usado para o aquecimento ou mudança de fase de alguma substância.”

Energia nuclear
Em Química, professor Aroldo Silva, do Cursinho Universitário, acredita que há grandes chances de perguntas relacionadas a energia nuclear aparecem nos exames, em função do acidente nuclear em Fukushima, no Japão. “As questões podem pedir para os candidatos abordarem os prós e contras do uso deste tipo de energia. Países que defendem seu uso argumentam que é uma energia limpa; por outro lado, não há solução efetiva para o lixo nuclear”, comenta Prado.

Os examinadores também podem perguntar sobre aspectos conceituais do tema. Vale lembrar que o enfoque é químico, apesar de se estar nos limites entre Química e Física. “Qual a transformação química que ocorre, a fissão do núcleo, a utilização de urânio”, são possibilidades elencadas pelo professor.

Modos de produção
A mudança histórica ocorrida com a Revolução industrial é a chave de entendimento do conteúdo de doutrinas socialistas, movimentos operários, partidos e sindicatos.

Em História do Brasil, a crise do Império, no Segundo Reinado, dá continuidade ao panorama formado pelo estudo das características econômicas, políticas e sociais do período, realizado na semana passada. Como tal crise dará ensejo à passagem para a República, o tema pode ser abordado em questões relacionadas à cidadania (crise do escravismo) e Estado e direito, pelas diferentes formas de constituição do poder.

Ordem mundial
Geopolítica e ordens internacionais de integração dos países são os principais pontos do conteúdo de Geografia desta semana, que envolve globalização e regionalização do espaço mundial.

Nos temas de geopolítica, é importante compreender que o território é formado por disputas, a diferença dos conceitos de nação e país e conflitos relacionados a territórios, nações e países, desde a questão da terra no Brasil até movimentos como o ETA, na Espanha, e a questão da Palestina”, comenta Mateus Prado, do Henfil.

Ele aposta nas transformações que ocorrem com a intervenção das novas tecnologias. “As redes sociais sempre existiram, a internet e o celular deram maior intensidade e rapidez aos desdobramentos”, comenta, referindo-se aos fenômenos recentes da chamada Primavera Árabe e até os tumultos na Inglaterra.

Segundo Prado, é importante ler atualidades, não pelo conteúdo, mas para estabelecer relações. “Isto não se ensina em uma aula específica, acontece pelo desenvolvimento de processos cognitivos no aluno”.

UOL Educação

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